QUEM QUER SER FILHO DE UM MUNDO DESTES?!...
No comboio da vida que nos transporta, muitas são as paragens de enganos e desenganos. O Querubim Peregrino vela, em todas as paragens, pela Paz, pelo Sonho e pela Poesia da Vida.
A foto acima, mostra uma cadela Dobermann lambendo um bombeiro exausto.
Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o relvado da frente. Depois, tinha continuado a combater o incêndio.
Ela estava prenhe. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um Dobermann. Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou-se no relvado para recuperar o fôlego e descansar.
Um fotógrafo do jornal 'The Observer' notou a Dobermann olhando para o bombeiro. Ele viu a cadela a andar na direcção dele e perguntou-se o que a cadela iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmara, ela aproximou-se do bombeiro que tinha salvo a sua vida e as dos seus futuros filhos e beijou-o.
Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante.
" A observar sem paixão, o capitalismo financeiro mede-se a inutilidade das condenações morais. Para que este tenha imposto o seu domínio durante quase um quarto de século é porque correspondeu, e em muito, a alguma necessidade objectiva. O que é que correu mal durante os últimos trinta anos, de onde acabámos de sair?
Três coisas sem precedentes na história do capitalismo.
Em primeiro lugar, o mercado tornou-se verdadeiramente global, por outras palavras, ilimitado, uma vez que o anitogo Bloco de Leste e a China adoptaram as suas regras, este estendeu-se a todos os territórios e, nestes territórios, nada nem ninguém escapou ao seu domínio.
Em segundo lugar, neste momento, de uma globalização extrema, as nações herdeiras do capitalismo clássico terão perdido definitivamente o controlo directo ou indirecto dos recursos energéticos. O petróleo britânico suaviza um pouco este quadro, mas não o altera.
Em terceiro lugar, um recurso natural chamou bem à atenção. Através das técnicas de terror ou de necessidade, este pode ser mesmo muito barato, é renovável e extremamente produtivo. Refiro-me à força do trabalho. Este é o principal recurso natural de que a China dispõe e ela explora-o intensivamente, sem problemas de consciência.
Resultado: As nações herdeiras viram desaparecer as suas vantagens, os seus lucros excessivos passaram para as mãos dos recém-chegados, alguns dos quais (Rússia, China, Índia) ainda se atrevem a anunciar pretensões ao poder militar. Desde o tempo do ouro espanhol, o fluxo do dinheiro nunca tinha aumentado tão rapidamente em tais proporções , mas estes fluxos desviam-se dos antigos santuários.
Uma intervenção permitiu evitar o perigo: o novo capitalismo financeiro. Este concentra-se basicamente em Wall Street e na City. São os lugares mais clássicos do capitalismo mais clássico. Dos lucros excessivos obtidos pelos proprietários dos recursos naturais, uma parte investe-se em despesa de equipamento ou de puro prestígio, o resto volta para os antigos países da finança. Os lucros excessivos, uma vez aplicados, geram novos lucros excessivos. Estes últimos são de novo aplicados, reinjectados na máquina para novos lucros excessivos. Entre Nova York, Londres e o Velho Continente o Lago Atlântico Norte torna-se num mare nostrum da riqueza. Roma está sempre em Roma.
Desde então, uma ilusão necessariamente se impõe, como quase inevitável. Uma aplicação financeira traduz-se sempre numa transferência de dinheiro: se o investimento é benéfico, o movimento parece em si mesmo gerador de lucro. Desta ilusão tira-se uma conclusão ao mesmo tempo perfeitamente lógica e perfeitamente ilusória ela também, uma vez que o deslocamento do valor cria por si só valor, é então suficiente multiplicar as deslocações de dinheiro. Quanto mais sinuoso for o percurso de cada produto financeiro mais os lucros crescerão. Eles crescem, na realidade, a cada passo, a cada movimento. Labirintos e rizomas produzem, por si mesmos, um ouro sempre a jorrar. Os modelos matemáticos utilizados pelos operadores financeiros servem para os construir.